segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
"Lula's Band"
Não é notícia nova, mas tem certa relevância e agora resolvi postar sobre isso mesmo assim. Antes tarde do que nunca...
Um grupo de músicos portoalegrenses, capitaneados pelo trompista/arranjador Alexandre Ostrovsky, foi contratado para fazer um espetáculo dentro do jantar "Apresentando o Melhor do Brasil", promovido pela APEX BRASIL (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O mega-evento aconteceu poucos dias antes do Natal (há pouco mais de um mês, portanto), no interior dos suntuosos salões do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os convidados eram basicamente membros da elite do alto empresariado exportador brasileiro, bem como parte da cúpula do Governo Federal, incluindo o Sr. Presidente Lula, de cujo discurso na ocasião se pode ler um resumo aqui.
A tarefa da "Lula's Band" (como foi bem-humoradamente auto-apelidada) não era das mais fáceis: foi encomendado um repertório de bossa-nova, com cerca de uma hora de duração. A idéia de "tocar bossa-nova para os cariocas" parecia um pouco intim
idante, no início. Outros fatores somavam-se para aumentar a tensão da situação: a responsabilidade de todos os envolvidos no evento, por sua importância política e econômica, o esquema de segurança em função da presença do Presidente, o ambiente formal, etc.
O espetáculo da banda culminou em uma performance de Aquarela do Brasil, quando um charmoso quarteto de cordas entrava em cena dialogando musicalmente com a banda. As meninas do quarteto estavam posicionadas em pódios individuais, dentro da área dos convidados. A e
ste final apoteótico seguiu-se um vídeo promocional da Apex que a mim me pareceu uma verdadeira obra-prima de propaganda. Sem ironia!: depois de assistir àquele vídeo, era difícil conter o sentimento de ufanismo; tinha-se a impressão que o Brasil é o maior e melhor país do mundo. Bastou andar alguns poucos metros do lado de fora do Copacabana Palace para voltar à realidade, é claro. De qualquer maneira, o vídeo é o mais brilhante exemplo da Teoria do Copo Meio Cheio que eu já vi. E isso é importante, às vezes.
Um grupo de músicos portoalegrenses, capitaneados pelo trompista/arranjador Alexandre Ostrovsky, foi contratado para fazer um espetáculo dentro do jantar "Apresentando o Melhor do Brasil", promovido pela APEX BRASIL (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O mega-evento aconteceu poucos dias antes do Natal (há pouco mais de um mês, portanto), no interior dos suntuosos salões do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os convidados eram basicamente membros da elite do alto empresariado exportador brasileiro, bem como parte da cúpula do Governo Federal, incluindo o Sr. Presidente Lula, de cujo discurso na ocasião se pode ler um resumo aqui.
A tarefa da "Lula's Band" (como foi bem-humoradamente auto-apelidada) não era das mais fáceis: foi encomendado um repertório de bossa-nova, com cerca de uma hora de duração. A idéia de "tocar bossa-nova para os cariocas" parecia um pouco intim
O espetáculo da banda culminou em uma performance de Aquarela do Brasil, quando um charmoso quarteto de cordas entrava em cena dialogando musicalmente com a banda. As meninas do quarteto estavam posicionadas em pódios individuais, dentro da área dos convidados. A e
Lula's Band, arregimentada pelo Alexandre Ostrovsky (que tbém escreveu todos os arranjos), esteve formada pelos seguintes músicos: Lúcio e Jorge Dorfman, piano e violão respectivamente (sobrinho e filho do grande Paulo Dorfman), Rodrigo Lopes, bateria, Antônio Guaracy, contrabaixo, o próprio Alexandre, trompa, e este que aqui escreve, à flauta. Os três últimos somos integrantes da OSPA. Formaram o quarteto de cordas: Íris Andrade e Caroline Hallberg (violinos), Carol Argenta (viola) e Carla Pacheco (cello).
Uma das coisas mais bacanas desta empreitada foi ter podido conhecer pessoalmente algumas pessoas com quem nunca tinha trabalhado, e que me impressionaram pelo profissionalismo, atitude, e inteligência emocional. Tivemos vários dias de trabalho intenso, consciência constante da grande responsabilidade, e alguns momentos um pouco difíceis, mas absolutamente zero de stress interpessoal "intra-banda". Fizemos o que se esperava de nós, que não era pouco considerando o tempo disponível, e voltamos do Rio dormindo o sono dos justos, por assim dizer. Aliás, creio que a maioria precisou de uns 2 dias desse sono justo para se recuperar da maratona.
As imagens que ilustram esta postagem foram capturadas por mim (a do grupo completo usando temporizador, é claro). Não fazem jus ao glamour do evento mas refletem o clima dos bastidores antes & depois. Para visualizar melhor, clique sobre a foto.
As imagens que ilustram esta postagem foram capturadas por mim (a do grupo completo usando temporizador, é claro). Não fazem jus ao glamour do evento mas refletem o clima dos bastidores antes & depois. Para visualizar melhor, clique sobre a foto.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Chopin, brinquedos e sorrisos
“André Carrara não é mais uma promessa, mas sim uma brilhante realidade no cenário pianístico do Brasil. Sua gravação dos Estudos op. 10 de Chopin se equipara ao que de melhor existe no mercado fonográfico”.
Nelson Freire
“Um pianista que coloque em seu programa todos os 12 estudos op. 10 (ou os 12 estudos op. 25) de Chopin estará fazendo uma declaração de confiança na sua habilidade técnica e na sua capacidade de resistência”.
Celso Loureiro Chaves

Bom, é isso que andaram dizendo do "rapaz" aí da foto. Considerando quem disse, quer me parecer que não há necessidade que eu me estenda apresentando seu currículo. Limito-me a mencionar, a quem porventura não saiba, que tenho a honra de ser seu colega, na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
O que me dá espaço para mencionar outra pessoa que trabalha na OSPA, e que está por trás deste recital: nossa querida, dinâmica, e hiper-eficiente assessora de imprensa, Milena Fischer, que encontrou tempo para propor a si mesma a bonita tarefa de levar um pouco de alegria a crianças carentes.
A campanha Doe Brinquedos - Adote Sorrisos está funcionando a todo vapor, já arrecadou mais de 1,2 mil brinquedos (serão distribuídos a crianças ligadas a diversas instituições: Casa de Nazaré, Lar Restaurar, Escola da Vida, Grupo de Apoio à Criança Soropositiva Mais Criança, Creche Piu-Piu, entre outras), e conta com apoio de empresas e indivíduos. Você tbém pode participar!
Uma boa maneira - particularmente vantajosa para você - é ir ouvir Chopin interpretado por André Carrara. Não apenas os Estudos op. 10, mas os op. 25 tbém. Ou seja, todos os estudos de Chopin em um único recital deste que, segundo Nelson Freire, "não é mais uma promessa, mas sim uma brilhante realidade (...)".
Há 2 oportunidades:
- neste sábado, dia 5 de dezembro, às 19h, no Auditório Luis Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana;
- segunda-feira, 7 de dezembro, às 20h, no Instituto Goethe (24 de Outubro, 112).
A entrada é franca, mas não esqueça de levar brinquedo (s)!
Para saber mais sobre a campanha, inclusive sobre outras maneiras de contribuir, visite o blog Doe Um Brinquedo .
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ouvir e Compreender Música: Debussy, Villa & cia no Clio
Orfeão – ouvir e compreender a música de Porto Alegre. Assim se chama a nova série de concertos promovida pelo Studio Clio em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. A proposta da série - por coincidência - não poderia ser algo mais afinado com a meta deste blog:

A série valoriza músicos e músicas da cidade, ou aqui atuantes, com repertórios locais e internacionais. Os concertos Orfeão valorizam também a compreensão da linguagem musical, oferecendo diversos recursos didáticos a cada concerto.
A quem não conheça o Studio Clio e, particularmente, a figura do Nosso Homem Renascentista, Prof. Dr. Dr. Chico Marshall, poderia passar pela cabeça a idéia que se trate de mais um projeto de natureza provinciano-ufanista, dos quais nossa terra é pródiga. Nada poderia estar mais distante da verdade, entretanto:
Em alusão ao ano da França no Brasil, a série Orfeão apresenta "Sonoridades francesas e brasileiras", um painel da música francesa do final do século XIX e início do século XX, época em que ela influenciou diretamente a música brasileira. Neste contexto, o Collegium Musicum Porto Alegre apresenta também obras de Heitor Villa-Lobos, um dos compositores brasileiros que mais intensamente viveu as relações entre Brasil e França.
Correndo sério risco de ser acusado de francofilia
, o Trio Giverny (i.e. Collegium Musicum, neste caso) volta a interpretar a Sonata para Flauta, Viola e Harpa de Claude DEBUSSY - uma das grandes obras da música de câmara do início do séc. XX, e virtual razão da existência deste Trio, bem como de todos os trios de idêntica formação. Outro destaque deste concerto é participação vocal e muito especial de Cíntia de los Santos, que interpreta duas canções de Gabriel FAURÉ (com harpa) e duas canções de Albert ROUSSEL sobre sonetos do grande poeta renascentista Pierre de RONSARD. Estas últimas têm a interessante particularidade de ter sido compostas para soprano e flauta, tão-somente, e possivelmente serão ouvidas em Porto Alegre pela primeira vez. "Rossignol, mon mignon" é a versão renascentista daquilo que nós chamaríamos uma canção de dor-de-cotovelo. Enquanto os arabescos melódicos da flauta representam o pássaro irrequieto, a parte vocal chora um amor não correspondido. "Ciel, aer et vens" é um soneto de despedida, musicado por Roussel em ritmo de siciliana, com um estilo de contraponto que evoca a música antiga. Encontrei esta versão portuguesa:
"Céu, ar e ventos" - Pierre de Ronsard
(Trad. de Fernando Torquato Oliveira)
Céu, ar e ventos, píncaros dispersos,
colinas e florestas verdejantes,
rios sinuosos, fontes borbulhantes,
campos ceifados, bosques tão diversos,
semi-abertos covis, antros imersos,
pastagens, flores, ervas rastejantes,
vales longínquos, praias coruscantes,
e vós, rochedos, que guardais meus versos,
desde que partirei, mas sem dizer
adeus ao seu olhar, para esconder
esta emoção que nunca terá fim;
eu vos suplico, céu, ventos e montes,
pastagens e florestas, rios, fontes,
antros, flores: - dizei-lhe adeus por mim!
Além das canções de Fauré e Roussel, Cíntia junta-se ao Trio para mostrar trechos da Cantilena (Bachianas Brasileiras nº 5) de VILLA-LOBOS e do Dueto das Flores, da ópera Lakmé, de Leo DELIBES. Nosso violista e mega-agitador cultural, Cosmas Grieneisen, encontrou um elo de ligação entre as Bachianas e Lakmé. Quer saber o que é? Venha e ouça...
Complementam o programa - que contém uma mescla cuidadosamente escolhida de "música desafiadora" e "clássicos populares" - mais cinco peças instrumentais de Saint-Saëns, Fauré, Debussy, Villa, e Jacques IBERT.
Artur Elias, Cosmas Grieneisen, Norma Rodrigues: Trio Giverny
23 de julho, quinta-feira, às 20h30min
ingressos a preços populares:
R$ 15,00 (público em geral)R$ 10,00 (professores, estudantes e idosos)
no Studio Clio
R. José do Patrocínio 698 - Cidade Baixa
fone (51) 3254 7200
(tem estacionamento conveniado, visite a página para saber detalhes)
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Trio Giverny no Solar

Amanhã, quarta-feira 22, fazemos mais um recital baseado no repertório franco-brasileiro. Este programa será um pouco mais curto, mais leve, e tbém mais brasileiro que os outros que temos apresentado nesta temporada. Pois este é o espírito dos Saraus que acontecem todas as 4ªs-feiras, sempre às 18:30, no belo Solar dos Câmara, importante prédio histórico do Centro porto-alegrense, e que pertence à Assembléia Legislativa.
Uma das várias coisas bacanas deste projeto é que todos os Saraus são gravados e retransmitidos pelo canal 16 da NET - ao menos uma vez (no sábado subseqüente ao Sarau, às 20:00).
Acima o programa do recital. Abaixo, o cartaz com todas as atrações do mês de julho.

terça-feira, 9 de junho de 2009
Q.I. no Foyer do TSP (Musical Petropar)
QUARTETO INSTRUMENTAL
no
MUSICAL PETROPAR
10 de junho de 2009, às 12:30
Música de Câmara Brasileira “erudita” e “de raiz”;
homenagem aos 100 anos de presença francesa no Brasil
Coube ao Q.I. a agradável tarefa de substituir um outro grupo, de última hora, no tradicional Musical Petropar (antigo Música ao Meio-Dia), que acontece todas as 4ªs feiras, no Foyer do Theatro São Pedro, na Praça da Matriz.
O programa é idêntico ao que apresentamos na Casa da Música no último dia 31, salvo uma pequena modificação.
Devido ao inesperado da situação, a divulgação ficou prejudicada; o que inclui esta postagem que vai ao ar a pouco mais de 12 horas do concerto; antes tarde do que nunca...
O Quarteto nº3 “Brasileiro” de Alberto NEPOMUCENO abre o recital. Este grande compositor cearense do século XIX é uma figura chave na formação de uma identidade brasileira na música de concerto. Discípulo de grandes mestres europeus, amigo pessoal de Edvard Grieg, Nepomuceno voltou o Brasil e dedicou-se totalmente à renovação e qualificação da vida musical brasileira. Além de compositor, pianista e regente, foi professor e diretor da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro.
A obra “15 minutes”, de 2006, uma das mais recentes composições de Jean-Michel DAMASE (1928), é ,na minha modesta opinião, uma das melhores peças já compostas para flauta e trio de cordas, e foi adotada como pièce de résistance do Q.I. O título é uma alusão direta à duração da peça, que encanta e inebria com suas cores, harmonias, melodias, ritmos e contrapontos surpreendentes.
Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e outros: música brasileira de raiz, arranjada sob medida para o Q.I., transformada em música de câmara, ensaiada nos seus mínimos detalhes e interpretada com alegria! Uma amostra desta nova vertente do nosso trabalho encerra este concerto.

QUARTETO INSTRUMENTAL
O Q.I. é um grupo de câmara estável, formado por integrantes da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre: Artur Elias Carneiro, flauta; Elena Romanov, violino; Vladimir Romanov, viola; e Rodrigo Alquati, cello. O Q.I. vem se destacando pelo esmero e qualidade de suas apresentações, bem como pela riqueza do repertório, que inclui a literatura clássica e moderna para flauta, violino, viola e cello, adaptações de quartetos de cordas, e arranjos especialmente concebidos para o grupo.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Q.I. na Casa da Música
a Casa da Música é um novo espaço para recitais, aulas e ensaios -
um antigo sobrado na idílica Gonçalo de Carvalho,
próximo aos fundos do Shopping Total -
reformado e decorado com muito bem gosto por sua proprietária,
reformado e decorado com muito bem gosto por sua proprietária,
a conhecida cantora Ângela Diel
é lá que o Quarteto Instrumental abre (um pouco tardiamente)
sua temporada de 2009
neste domingo, dia 31 de maio, às 18:00, entrada franca
revisitamos Alberto Nepomuceno e seu Quarteto Brasileiro;
neste domingo, dia 31 de maio, às 18:00, entrada franca
revisitamos Alberto Nepomuceno e seu Quarteto Brasileiro;
a psicodélica 15 minutos, de Jean-Michel Damase,
é nossa homenagem ao chamado Ano da França no Brasil;
é nossa homenagem ao chamado Ano da França no Brasil;
e encerramos voltando às origens,
com arranjos camerísticos bem elaborados de alguns clássicos do choro!
com arranjos camerísticos bem elaborados de alguns clássicos do choro!
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