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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Unimúsica - improvisações com Santiago Vazquez

Um músico sem fronteiras, este Santiago Vazquez.

Um cara que aparentemente esqueceu de "aprender"
a se limitar e se encaixar em rótulos e compartimentos.

Inspirador.

E se de repente cada um de nós descobrisse
que pode ter a mente clara, aberta e flexível
de uma criança (sem deixar de ser adulto)?

Segue abaixo uma descrição do espetáculo
nas palavras do Xahrá de Faria.



Conheço o Santiago Vazquez há uns 10 anos. O cara é um dos maiores músicos que eu já conheci, no mundo. Toca todos os instrumentos, e é um virtuose impressionante em vários dos de percussão (incluindo a difícilima 'Mbira, do Zaire). Mas, mais do que isso, é compositor, produtor, band-leader de diversos grupos e criador de um sistema de senhas de improvisação coletiva que é uma das coisas que ele vai mostrar amanhã.
Vou ter a imensa honra e o ainda maior prazer de tocar com ele (piano, piano de brinquedo, acordeom e glockenspiel), pela primeira vez, e justo com um time de músicos de quem sou fã (vários deles ex-integrantes ou atuais integrantes do Arthur de Faria & Seu Conjunto): Artur Elias (flauta e flauta-baixo, o único não seuconjuntino), Fábio Mentz (fagote, latofone, bânsuri, harmonium), Ricardo Arenhaldt (bateria e percussão), Luke Faro (bateria) e Diego Silveira (xilofone, bendir, panelas, pandeiros).
Acabo de chegar do ensaio e posso garantir que foi uma das experiências mais profundas que eu já tive em música, numa absoluta felicidade, uma comunhão e uma alegria de criar coletivamente, mas com uma coordenação bem clara, uma música sempre irrepetível.
Eu, se fosse tu, não perdia por nada desse mundo esse show.
Por nada desse mundo.
20h, Reitoria da UFRGS, entrada franca (leva alimento não-perecível)
Beijo nas mina e abrazzo nos mano
A vida é boa
Arthur de Faria, este seu criado

domingo, 19 de abril de 2009

Trio Giverny no Santander - uma estréia

Como primeira notícia musical neste novo blog, nada mais apropriado do que anunciar uma première - ou seja, uma estréia.


É com muito entusiasmo que compartilho o tardio nascimento de mais um ensemble (grupo de música de câmara) do qual tenho a imensa alegria de fazer parte: o Trio Giverny, formado por Norma Holzer Rodrigues (harpa), Cosmas Grieneisen (viola) e este que aqui escreve.


Como todos os trios de flauta, viola e harpa do mundo, o Giverny existe em virtude de uma obra musical em especial, com a qual esta formação instrumental foi de fato 'inventada': a Sonata de Claude DEBUSSY (mais sobre isso no release do concerto, abaixo).



Embora a estréia oficial seja hoje, no Átrio do Santander Cultural, já tivemos a oportunidade de realizar algumas avant-premières (pré-estréias), o que nos dá a sensação de já ser realmente um conjunto entrosado. Tocamos o Interlude da Sonata na solenidade de assinatura do novo convênio OSPA-UFRGS, quando tivemos a curiosa honra de contar com o Mº Isaac Karabtchevsky como virador de páginas; e fizemos pequenos recitais na Sala Luís Cosme e na Aliança Francesa, apresentando parte do programa de hoje.



Segue release do concerto, de autoria do Cosmas, e as informações de praxe.


[Peço desculpas pela abundância de termos franceses - creio que esta música nos transformou momentaneamente em francófilos...]



T R I O G I V E R N Y

Uma rara formação de música de câmera, o trio para flauta, viola e harpa, se apresentará neste domingo, 19 de abril, às 17:00 no Átrio do Santander Cultural.

Os músicos da orquestra sinfônica de Porto Alegre Cosmas Grieneisen (viola), Artur Elias (flauta), e Norma Rodrigues (harpa) apresentarão, entre outras obras do impressionismo francês, a famosa composição de Claude DEBUSSY que, completada três antes sua morte em 1918, desde então é tida como opus sui generis, tendo posteriormente influenciado inúmeros compositores para compor para esta formação tão eclética. A obra, entitulada Sonate pour flute, alto et harpe é composta dos movimentos Pastorale, Interlude e Finale.


Inspirando-se nas telas de Claude MONET, o trio leva o nome de Giverny, região da França na qual o pintor, em seu jardim, criou, ao longo dos anos, uma série de obras entituladas “Les Nymphéas” (exemplo acima). Essas composições, cujo sujet (tema) é a flora aquática, e, principalmente, os reflexos de luz na água, invocam momentos de efemeridade, e, embora de caráter pastoril e melancólico, possuem grande intensidade emocional; de certa forma, podem ser consideradas o manifesto visível da música de DEBUSSY.




Quando: domingo, dia 19 de abril, às 17:00
Onde: Átrio do Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 (Pç da Alfândega) - Centro

informações fone 3287-5940